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Conselho de Psicologia pede suspensão de concurso

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kkktoO Conselho Regional de Psicologia de Mato Grosso (CRP 18-MT) encaminhou pedido da suspensão do concurso público realizado em 2014 para os cargos de escrivão e investigador de Polícia da Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (SESP-MT).

O motivo é devido a falhas graves no processo de aplicação e a posterior correção dos testes. De acordo com a entidade, estas irregularidades comprometem, principalmente, a segurança da população com agentes cuja aprovação está sob suspeita. Até chegar ao pedido de suspensão, o Conselho vem desde maio deste ano cobrando explicações e tomando providências para garantir o esclarecimento de dúvidas relacionadas ao concurso público.

Entre as ações da entidade estão a visita de fiscalização à SESP-MT para verificar as condições de aplicação dos testes, além de ofícios encaminhados ao órgão, à empresa responsável pelo concurso e aos representantes de testes psicológicos. Em relação à empresa responsável pelo certame, o CRP 18-MT requisitou em um prazo de 36 horas a devolução de todas as avaliações para análise da entidade. Os pedidos foram feitos nos dias 02 e 12 de junho e até o momento, nada foi encaminhado ao Conselho.

Presidente do Conselho Regional de Psicologia de Mato Grosso (CRP 18-MT), Luiz Guilherme Araújo Gomes, explica que entre as funções da entidade está a de zelar pelo cumprimento dos princípios de ética e disciplina da classe, além de orientar e fiscalizar o exercício profissional dos psicólogos. Segundo ele, depois de receber várias denúncias sobre os testes aplicados no concurso, o Conselho irá averiguar as denúncias para dar o devido encaminhamento.

“Considerando que até o momento a empresa responsável pela avaliação não se manifestou em respeito das solicitações encaminhadas pelo Conselho, sentimos a necessidade de darmos uma resposta àqueles que nos procuraram trazendo suas denúncias. Pedimos a suspensão do concurso até que todos os procedimentos da avaliação psicológica sejam analisados. Caso seja comprovada alguma falha, entendemos que o certame deva ser anulado em definitivo”, afirma.

Entre as características analisadas durante uma avaliação psicológica está o nível de agressividade, atenção, controle emocional, postura diante de momentos de pressão, além de outros fundamentos.

Para Gomes, por se tratar de profissionais que exercem importantes funções dentro da Polícia Civil, têm nuances importantes que não podem restar dúvidas. “Os riscos da avaliação psicológica aplicada indevidamente não prejudica apenas as relações do trabalho policial, mas também a toda a sociedade.

Conforme observamos, se as denúncias se confirmarem, as falhas contidas neste concurso podem ser graves e outras medidas serão necessárias”, finaliza o presidente do CRP 18-MT.

Fonte: Midia News

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